A guerra de spreads marcou o arranque do ano. O Eurobic atualizou o preçário dos empréstimos para a compra de casa logo em janeiro, com uma revisão em baixa de 1,2% para 1,1%.
O BCP cortou o spread (a margem mínima) para 1%, e passa a partilhar a taxa mais atrativa de mercado com o Bankinter.
O BCP deixou para trás o EuroBic e o Banco CTT, com que partilhava até agora o spread de 1,1%, demarcando-se dos principais concorrentes, nomeadamente do BPI, Santander, CGD e Novo Banco. O Montepio está nos 1,175%.
BPI, Santander Totta e Crédito Agrícola estão no meio da tabela, oferecendo um spread de 1,2%. Segue-se a CGD, que cobra uma taxa de 1,23% e, depois, o Novo Banco, que continua a ser a instituição financeira com a taxa mais elevada, de 1,25%.
Num contexto de taxas de juro historicamente baixas, mesmo negativas, a banca continua a ter incentivos a conceder crédito, nomeadamente para a compra de casa, apesar dos recorrentes alertas de risco para o sistema financeiro, por parte dos reguladores.
Prova disso mesmo é que o financiamento para a compra de casa continua a aumentar. Em 2019, os bancos disponibilizaram 10,6 mil milhões de euros em empréstimos para esse fim.
Saiba se o spread mínimo se aplica ao seu caso, em específico.

